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A flor apaixonou-se pelo oceano.

06 julho, 2012

Como em quase todo romance, não sabemos ao certo quando começa, até nos darmos conta de quão encantados ficamos com a cousa amada, assim aconteceu comigo e o oceano. Até onde minha memória, já desgastada, consegue lembrar, a água me chamava muita atenção quando criança, não sei ao certo o porquê, mas minha mãe dizia, que ela costumava me acalmar. Quando tomei posse da "autonomia do banho", onde minha mãe já se arriscava em deixar eu fazer isso sozinha, costumava demorar mais que antes, pois mesmo um tanto crescida a água continuava me apaziguando.

Mais tarde o encantamento continuava, só que dessa vez em forma de chuva. Ah.. a chuva! Para mim, os dias chuvosos estão entre os mais lindos do ano. Moro numa cidade bastante quente. Não temos estações do ano bem definidas, aqui dividimos em duas: estação chuvosa e estação seca. A chuva costuma nos visitar com mais frequência entre dezembro e meados de abril, o restante do ano é bastante seco. Como meu aniversário é em fevereiro, na maioria dos anos, chove. Eu sempre ouvia os mais antigos dizerem, que isso era uma espécie de benção. Diziam que ela caia para purificar o novo ciclo. Então, sempre que isso acontecia, eu costumava tomar um banho ou apenas tocá-la e até mesmo sem ser meu aniversário. Parecia que realmente ela limpava tudo de ruim e me deixava com uma paz tamanha. Outro fato é que sempre que ela aparece para visitar os céus que cobrem a minha cabeça, acontece alguma coisa diferente no meu dia. É impressionante. São esses os fatores que fazem com que essa até o hoje eu a ache mágica.

Porém há, mais ou menos, dois anos me peguei mais uma vez encantada. Não lembro ao certo o início dessa nova história, talvez tudo tenha começado naquelas aulas sobre o Filo Cnidária, no ensino médio. Naquela época tal assunto me chamou muita atenção. Pólipos, medusas, anêmônas, águas vivas, caravelas, corais.. Ah.. os recifes de corais! Lembro-me que meu professor nos mandou fazer um baita pesquisa sobre eles. A partir daí, tudo começou! Agora lembro bem! Quanto mais lia, mais encantada ficava com a vida marinha. Os cnidários foram só o início, depois veio os poríferos, algas, moluscos, peixes e os mamíferos aquáticos. Sou apaixonada por esse universo. Tanto é que pretendo estudá-los com mais a finco, mas essa história fica para uma próxima vez.
— Sei que se você não gosta de biologia, deve estar achando que essa história começou a perder a graça, se é que possuía a priori. Mas tenho uma boa notícia, a parte "chata" acaba aqui (risos) —



Os habitantes desse universo não foram os únicos motivos que fizeram com que eu me apaixonasse. O próprio oceano foi o que fez a mágica acontecer. Assim como a água, propriamente dita, e a chuva, ele possui os mesmos poderes de acalmar e purificar. Aquela imensidão azul, o barulho das ondas quebrando e a brisa úmida que traz consigo, acalma qualquer ser. Já o hidrodinamismo das marés, que além de ajudar na formação do declive na praia, metaforicamente tem ação purificadora. As marés vem e limpam tudo que está na sua frente, assim como a chuva e quando volta leva consigo o que sobrou. Ainda há a relação das mares com a lua e o sol, não é lindo? Não sei você, mas para mim há uma magia na natureza!
Bem, vamos ao fim dessa história. Contudo isso e um pouco mais, concluí que toda essa magia acontece porque talvez eu seja tão profunda e tão misteriosa quanto o oceano. Mas as pessoas só costumam ir até a borda, para molhar os pés.

Olá pessoas! Como estão? Hoje acordei com vontade de contar essa história. Pode ser que ela tenha continuação.. ainda há tantos mistérios aqui dentro quanto lá. Desculpem pelos "termos técnicos", quando gosto muito de algum assunto, costumo ler e pesquisar bastante sobre (risos). Espero que não tenha ficado tão grande e maçante. Criei uma nova tag chamada "Ao natural", ando pensando em contar um pouco pra vocês, sobre as minhas paixões e observações de toda essa fonte de vida. Gostariam de ler tais relatos? Possuem alguma paixão parecida? Também acreditam que a natureza tenha toda essa magia?
Beijos, Ju.

Incógnita.

15 abril, 2012

O que decidiu minha vida, foram aqueles cinco minutos que rapidamente impedi que palavras afiadas e enganadas saíssem da minha boca, naquela estranha sala escura onde um assombroso humano me observava a espera de alguma resposta ou confissão. Não sei como fui parar ali, lembro-me de um imenso foco de luz, antes de fechar os meus olhos pela última vez.
Será que sou uma vítima, ou uma vilã? Essa última alternativa tem me assombrado, queria que eles me dessem respostas para tais perguntas, pois não consigo lembrar o que aconteceu.

Lembro quem sou, de onde vim, mas não sinto minha essência, não sei do que seria capaz, como se parte de mim tivesse sido levada ou apagada num certo espaço de tempo, e agora a parte restante está corrompida e me deixando cada vez mais confusa.

Aquele maldito humano possui uma arma e agora ela está apontada em direção a minha cabeça, e ele está cada vez mais impaciente. Essa é uma das coisas que odeio neles, a tal impaciência, que atrelada a sede de poder, faz com que tais matem pessoas sem pena, sem conhecer suas histórias, sua essência.. Mas se ele decidir cometer tal ato cruel nesta estranha sala escura, será um favor.
Do que me vale viver, sem saber quem realmente sou?


Olá pessoas, bem, cá estou eu com mais um conto pra vocês. Esse foi escrito há 2 anos atrás, achei-o numa coletânea de contos, que guardo com muito carinho, organizada pela minha turma da escola. O que me faz criar uma nova tag por aqui, chamada "baú" onde postarei uns escritos antigos, que ainda guardo. Com tanto incentivo e uma ideia nova que vem crescendo (prometo falar sobre, mais tarde) tô voltando a escrever e ler mais. Espero que esse blog sirva não só de rascunho, mais de um ponta pé inicial. That's all! 
Beijos, Ju. 

Leitura metamorfosiada.

14 abril, 2012


Todos os dias faço um mesmo percurso, às vezes vejo as mesmas pessoas, às vezes o ônibus está cheio, outras está vazio, calor ou frio, geralmente as vias estão limpas, noutras pode-se ver rastros de sangue, lágrimas e dor. Mas com tudo isso, o que mais me fascina é observar a velocidade com que tudo acontece, o fluxo de carros, de pessoas, da vida. Parto-me do principio onde o tempo anda mais rápido do que os ponteiros do próprio relógio, numa sociedade que se diz sempre sem o mesmo.

“Ah, se o dia tivesse mais que 24 horas, daria pra realizar tudo o que quero", ouvi alguns dizerem isso, no meio de um bendito engarrafamento. Eu geralmente leio, os livros e as pessoas, creio que os dois se completam e até tenham uma certa semelhança. Os dois são dotados de histórias, de ensinamentos e momentos, os podem ter uma bela capa e um conteúdo ruim e vice-versa. O que me lembra um quadro que vi semana passada, uma obra bem intrigante que encontrei em meio as minhas leituras.



Daquele camarada lá, o Narciso, aliás, do Salvador Dalí, o outro é o “protagonista” da cena, que é bem rara hoje em dia... o tempo, o dinheiro, o trabalho, os pensamentos acelerados, a rotina, o cansaço, ladrões de visão, ladrões de sensações, peças da robotização acomodada que vem infectando cada vez mais a sociedade, vírus letal, aliás não tão letal assim, talvez tenha cura, mas cada vez mais difícil de busca-la, será que ela está nos livros? Na educação? Nos ancestrais? Na tevê? Na mídia? Na rádio? Ou na política? 

Talvez naquele quadro tenha uma pista. Talvez precisamos aprender com Narciso! Mas o que Narciso tem a nos dizer? Será tão importante? E o seu reflexo? E o lago, rio, enfim? Que dúvida! Mas espera aí.. vejo uma luz, será que é ela? A cura? Finalmente verei uma sociedade livre... Ah! Não! Preciso descer, tenho que correr, já estou atrasada, se não chegar em 10 minutos, meu chefe me colocará na rua..
Vamos! Mais rápido, motorista! Tempo é dinheiro! 

Bem, hoje resolvi fazer algo diferente. Postar um conto que produzi na aula de redação, com a proposta de ser um conto psicológico. Acho que me sai bem. Com essas oficinas tenho voltado a escrever constantemente, espero postar mais contos por aqui. rs.  
Beijos, Ju.