Olá gente! Como estão? Primeiramente gostaria de dizer que estou bastante feliz devido o carinho que tenho recebido aqui no Fez-se Flor, muito obrigada a você que visita e contribui para o crescimento desse jardim! Tenho conhecido muitas belezuras por aqui também, viu? Lembrando que se você tiver alguma dúvida ou sugestão; precisar da ajuda de quem vos escreve ou quer apenas manter contato, é só ali em cima na aba "contato" e deixar sua mensagem, responderei com o maior prazer. Não se acanhem! Quanto ao post, estou mais uma vez participando do Bloínquês, mas dessa vez da Edição Opinativa. O tema dessa semana veio bem a calhar, era realmente algo que eu já havia pensando em compartilhar por aqui. Beijos, Ju.
A composição dos viajantes.
12 julho, 2012
Juliana Diniz
Como viver eternamente.
01 julho, 2012
Na medida em que a velocidade aumentava, os prédios iam ficando cada vez mais borrados e se misturavam com o verde das árvores. O cheiro delas e da poluição urbana também se misturavam. Misturavam-se com aquela minha playlist um tanto eclética, cheia de lembranças, cheia de sorrisos, cheia de lágrimas e cheias de sonhos. Observava o rosto de cada pessoa que passavam por minha janela, da criança ao senhor na praça. Então, comecei a me imaginar ali, em cada canto, com cada idade que aquelas pessoas aparentavam ter.
Poucas crianças ainda brincam nas praças, mas as poucas que vi, aparentavam estar se divertindo, lembraram-me na infância, o cheiro de terra molhada e também a sensação dos pés descalços. Quão bons, foram aqueles tempos. Vi senhores e senhoras nas praças, alguns jogando dominó, outras tricotando. Mas uma cena ficou em minha mente por um bom tempo. Um casal de senhores, passeando de mãos dadas e sorrindo com o vento. Imaginei-me no futuro. Será que chegarei a tal idade? Com tanta saúde e alegria?
Meus pés começam a bater no ritmo da música que salta pelos meus fones de ouvido, que desde que ouvi pela primeira vez, a associei a minha vida e agora se mistura a meus pensamentos iniciais. “Quando ela era apenas uma garota ela esperava o mundo“ diz na primeira estrofe. De fato eu esperava o mundo, eu esperava mais. O indeterminado, o eterno, tinha o desejo de viver para sempre, com muitas histórias na mochila. Porém começamos a crescer, começamos a entender e aprender muita coisa. Dúvidas, incertezas decisões.
Quanta responsabilidade o mundo lhe exige dia após dia, o tempo torna-se escasso, o dia curto e a dor de cabeça constante. Mas no rosto da maioria dos jovens que vi, não via nada disso. Onde estavam as preocupações daqueles jovens? Jogados pelas ruas. Vendendo-se pelas ruas. Será que eles um dia quiseram viver para sempre? Quero ter filhos, netos e bisnetos. Uma cadeira de balanço na varanda. E histórias, muitas histórias a contar. Quero ser o melhor para as pessoas que me cercam, quero ser motivo de orgulho, quero ensinar e deixar a minha marca, quando um dia partir. Talvez não seja o que esperava, mas esse é o modo que encontrei para viver eternamente.
Olá pessoas! Como estão?
Primeiramente, gostaria de agradecer ao carinho daqueles que visitam o meu jardim. Fico muito feliz em ver que vocês gostam daqui. Obrigada.
Esse texto escrevi faz um tempinho, hoje o tirei da gaveta e fiz algumas adaptações para participar de um projeto muito legal, que descobri faz um outro tempinho, o Bloínquês. Resolvi participar essa semana da 125º Edição Musical, por ser o trecho de uma música que diz muito sobre mim.
Bem.. E vocês? O que esperavam do mundo? Um dia também quiseram viver eternamente?
Thats all!
Beijos, Ju.







