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A composição dos viajantes.

12 julho, 2012

É drasticamente notória a mudança que sua vida sofreu nos últimos três anos. Antes sua vida se passava num lugar pequeno, podia chegar a pé a quase tudo o que se precisava e as idas lá fora eram raras. Hoje vive lá fora, o deslocamento até o que precisa é grande e quase não caminha dentro do seu lugar de origem. Pode-se pensar que tais mudanças seja lá um tanto ruins, a priori não. Ganhar o mundo, mesmo que metaforicamente, nós dá aquela velha sensação de liberdade, a mesma que geralmente nos leva a aprender por bem ou por mal a tomar nossas próprias decisões, o que acaba nos levando a crescer e amadurecer.
Como num jardim, o crescimento não se dá apenas para uma rosa, mas também para a maioria delas. Vivem ali juntinhas, no mesmo ramo, até chegarem no ponto certo. O ponto onde cada uma tomará o seu caminho. Seja para um amor, seja para uma mãe ou seja para um floricultura, talvez. Tal separação pode até não ser tão sentida por elas, mas imagine o mesmo entre você e seus amigos de infância, por exemplo. Na vida sempre haverão vários caminhos a se tomar, mas isso não quer dizer que você terá os mesmos companheiros de viagem por todo o percusso.


Desde do inicio da sua jornada, quantos companheiros de viagem ainda estão caminhando com você? Na minha, quase todos que iniciaram comigo se perderam na infância, alguns continuaram até meados da minha pré-adolescência, desses pouquíssimos chegaram comigo a adolescência. Diversos fatores nos distanciaram, o principal foram os caminhos diferentes que tomamos, seja mudança de bairro, de escola ou até mesmo a falta de tempo. Esse último tem se tornado o principal fator para que a distância entre eu e meus atuais companheiros tenha se tornado um pouquinho maior a cada mês.
A pouco metros de chegar a mais uma estação da jornada, a vida adulta, todos caminhamos mais ocupados, mais preocupados e mais ansiosos. Esse trecho é um daqueles em que mais precisamos de apoio, não é? No caso dessa pré-vestibulanda que vos escreve esse trecho é um dos mais complicados de se atravessar se não tiver alguém para acompanhar. O medo, a incerteza e a insegurança são obstáculos frequentemente encontrados por quase todo o trecho. Se você já passou por isso com certeza se familiarizou com a situação.
Mas há algo que me tranquiliza. Cada um que passou comigo por algum trecho de toda essa jornada, deixou um pedacinho de si. Cada um deles compõe o que sou hoje e me ajudou a chegar até onde cheguei. Creio que você também tem em sua composição pedaços assim. Pois apesar da distância, todo aprendizado vivido, os laços criados e as situações vencidas não se esvaem, permanecerão aqui até o fim do caminho, sendo assim só nos resta a saudade e o agradecimento á aqueles que fizeram valer a pena cada trecho já percorrido.
Texto para a 114º Edição Opinativa do BLQ.

Olá gente! Como estão? Primeiramente gostaria de dizer que estou bastante feliz devido o carinho que tenho recebido aqui no Fez-se Flor, muito obrigada a você que visita e contribui para o crescimento desse jardim! Tenho conhecido muitas belezuras por aqui também, viu? Lembrando que se você tiver alguma dúvida ou sugestão; precisar da ajuda de quem vos escreve ou quer apenas manter contato, é só ali em cima na aba "contato" e deixar sua mensagem, responderei com o maior prazer. Não se acanhem! Quanto ao post, estou mais uma vez participando do Bloínquês, mas dessa vez da Edição Opinativa. O tema dessa semana veio bem a calhar, era realmente algo que eu já havia pensando em compartilhar por aqui. Beijos, Ju.

Como viver eternamente.

01 julho, 2012

Na medida em que a velocidade aumentava, os prédios iam ficando cada vez mais borrados e se misturavam com o verde das árvores. O cheiro delas e da poluição urbana também se misturavam. Misturavam-se com aquela minha playlist um tanto eclética, cheia de lembranças, cheia de sorrisos, cheia de lágrimas e cheias de sonhos. Observava o rosto de cada pessoa que passavam por minha janela, da criança ao senhor na praça. Então, comecei a me imaginar ali, em cada canto, com cada idade que aquelas pessoas aparentavam ter.

Poucas crianças ainda brincam nas praças, mas as poucas que vi, aparentavam estar se divertindo, lembraram-me na infância, o cheiro de terra molhada e também a sensação dos pés descalços. Quão bons, foram aqueles tempos. Vi senhores e senhoras nas praças, alguns jogando dominó, outras tricotando. Mas uma cena ficou em minha mente por um bom tempo. Um casal de senhores, passeando de mãos dadas e sorrindo com o vento. Imaginei-me no futuro. Será que chegarei a tal idade? Com tanta saúde e alegria?

Meus pés começam a bater no ritmo da música que salta pelos meus fones de ouvido, que desde que ouvi pela primeira vez, a associei a minha vida e agora se mistura a meus pensamentos iniciais. “Quando ela era apenas uma garota ela esperava o mundo“ diz na primeira estrofe. De fato eu esperava o mundo, eu esperava mais. O indeterminado, o eterno, tinha o desejo de viver para sempre, com muitas histórias na mochila. Porém começamos a crescer, começamos a entender e aprender muita coisa. Dúvidas, incertezas decisões.

Quanta responsabilidade o mundo lhe exige dia após dia, o tempo torna-se escasso, o dia curto e a dor de cabeça constante. Mas no rosto da maioria dos jovens que vi, não via nada disso. Onde estavam as preocupações daqueles jovens? Jogados pelas ruas. Vendendo-se pelas ruas. Será que eles um dia quiseram viver para sempre? Quero ter filhos, netos e bisnetos. Uma cadeira de balanço na varanda. E histórias, muitas histórias a contar. Quero ser o melhor para as pessoas que me cercam, quero ser motivo de orgulho, quero ensinar e deixar a minha marca, quando um dia partir. Talvez não seja o que esperava, mas esse é o modo que encontrei para viver eternamente.

Olá pessoas! Como estão?
Primeiramente, gostaria de agradecer ao carinho daqueles que visitam o meu jardim. Fico muito feliz em ver que vocês gostam daqui. Obrigada.
Esse texto escrevi faz um tempinho, hoje o tirei da gaveta e fiz algumas adaptações para participar de um projeto muito legal, que descobri faz um outro tempinho, o Bloínquês. Resolvi participar essa semana da 125º Edição Musical, por ser o trecho de uma música que diz muito sobre mim.
Bem.. E vocês? O que esperavam do mundo? Um dia também quiseram viver eternamente?

Thats all!
Beijos, Ju.